segunda-feira, dezembro 17, 2007

In life there are no shortcuts.....

Finalmente arranjei coragem para fazer um balanço do último ano.
Foi um ano emocionalmente puxado e confuso. Diria até que desde o final de 2005 a minha vida tem sido um verdadeiro turbilhão emocional.
Foi o dar passos maiores que as pernas sem ter certezas, foi o acabar de um relacionamento longo e sério e o consequente deitar abaixo do castelo de cartas. Foi o arranjar um novo trabalho, o conhecer novas pessoas, descobrir a vontade de viver e fazer coisas que ainda não tinha vivido o suficiente. Foi o quebrar triplo do mesmo e único coração. Foi o ver sofrer e perder uma das pessoas mais importantes da minha vida.
É um culminar de tantas situações com intensidades tão diferentes mas todas com o seu grau de profundidade.
Talvez tenha sido o mix de conhecer novas pessoas, mais novas, aliado a doença do meu pai que me tenha feito repensar na minha vida.
O terminar dessa relação longa talvez tenha sido devido a esse mix combinado com a incerteza de que o passo que estaria a dar fosse o mais correcto. Não é que os sentimentos não estivessem lá mas faltava-me a certeza de que estaria preparada para essa fase da minha vida.
E de facto não estava. Sinto que estou numa fase em que me apetece curtir a vida, curtir os amigos, fazer as coisas por gosto e não por obrigação e gosto do facto de não ter actualmente qualquer tipo de responsabilidade e de pessoas dependentes de mim.
Mas claro que nunca estamos em pleno controlo da nossa vida e é quando decidimos que queremos ficar quietinhos no nosso canto que a vida nos reserva surpresas e nos coloca pessoas à nossa frente só para virar tudo do avesso.
À falta de uma pessoa foram duas. Com feitios diferentes mas com uma característica em comum: o não saber não só o que se quer quanto mais o que não se quer! Se por um lado um era assumidamente um cabrão e tentou ser coerente dentro da sua incoerência o outro veio, quando eu menos esperava, cheio de certezas e de palavras que me fizeram reabrir o coração. Se por um lado um me falhou como amigo às vezes, o outro esteve lá em momentos muito difíceis para mim..
Isto leva-me a chegar à conclusão que os homens são definitivamente mais complicados do que as mulheres. Afinal eu é que tinha e tenho o coração partido mas esforço-me por manter a relação de amizade. Enfim... Ou são mais complicados ou se calhar eu deixava-me mas é de meter com miúdos e passava-me a interessar por homens no sentido literal, homens que sabem o que querem, que estão resolvidos com a vida e com os sentimentos, sem traumas nem medos.
O meu maior defeito é definitivamente a minha maior qualidade. É o ser demasiado emocional e consequentemente transparente. Não sei gostar a meio gás, não sei estar mais ou menos nas coisas. Quando gosto, gosto mesmo e dedico-me de alma e coração.
Mas sou assim em tudo. Sou assim tanto no amor como na amizade e até mesmo no trabalho.
Mas esta qualidade de gostar das pessoas e das coisas e de pensar nelas em primeiro lugar traz dissabores. Uma das piores consequências talvez seja as pessoas não me darem o devido valor e tomarem-me por garantida. Porque é que as pessoas só valorizam as pessoas e as coisas quando as perdem?
O que vale é que o que não nos mata torna-nos mais fortes. Se não sou uma super-mulher parece que é para aí que caminho em passos largos.
Não é que estas feridas no coração não nos derrubem um pouco e não magoem mas no meio de outras coisas são nadas. Comparado com a doença e a morte do meu Pai esses deslizes não têm qualquer importância. O pior e o difícil de lidar é que as coisas não vieram uma de cada vez, vieram todas ao mesmo tempo.
Não posso negar que talvez a doença do meu Pai me tenha deixado mais frágil e mais carente e se calhar com mais necessidade de mimo, de afecto e de amor. E o facto disso me ter faltado talvez tenha tido um maior e mais profundo impacto na minha vida não pelo o partir do coração por si só mas porque aconteceu numa altura em que precisava tanto de colo.
Não é fácil para mim falar da doença nem da morte do meu Pai. A relação com o meu Pai em vida nunca foi própriamente muito próxima, no sentido físico de proximidade. Aliás diria até que é estranho como é que apesar de não ter sido educada e criada pelo meu pai nem ter estado tanto tempo com ele sou mais parecida com ele do que com a minha mãe. E esta parecença não é só física, é de tiques, de humores, de comportamentos...
É estranho mas é bom. É bom saber que há tantos bocadinhos do meu Pai em mim e que vão comigo para todo o lado mesmo sem ele estar cá.
Tenho no entanto a certeza que desta vez aprendi a minha lição. Quando o Mr. Bats morreu senti um peso dentro de mim, o sentimento de culpa por não ter estado presente ou de ter dito coisas que devia. A morte do Mr. Bats foi definitivamente uma lesson learned.
Não deixei que o mesmo acontecesse no caso do meu Pai. Disse-lhe sempre o quanto gostava dele, dei-lhe sempre força. Tenho a certeza que o meu Pai partiu sabendo o quanto eu o amava.
Pior do que a doença do meu Pai foi vê-lo sofrer sem puder dizer ou fazer qualquer coisa para ajudar, sem puder fazer nada para que aquilo tudo acabasse...
É muito difícil ver alguém de quem gosto sofrer... seja esse sofrimento de que tipo for.
Apesar de sentir que com a morte do meu Pai morreu um bocadinho de mim ao mesmo tempo gosto de sentir que há sempre algo dele comigo e gosto de sentir o fortalecimento da minha relação com o meu irmão e madrasta.
Mas são dores que se têm cá dentro e que são tão difíceis de pôr em papel. Como é que se explica a alguém o quanto dói?
Não foram momentos fáceis mas fizeram-me crescer. Se por um lado dói perder alguém também dói termos de pôr a nossa dor de parte para aguentar o barco e dar apoio a irmãos e familiares.
Às vezes acho que quis ser forte demais e depois cai.. e essa queda doeu... doeu muito.
Não me sito revoltada com a vida mas se calhar gostava de agora ter um momento de calma ou um momento bom e genuíno que me preenchesse este vazio emocional.
Ontem estava a fazer zapping e de repente tropecei numa série, que para ser sincera nem sei como se chama, mas de repente há uma das personagens que diz que na vida não há atalhos, não há atalhos para a dor, para o sofrimento, para a alegria.
As coisas boas e más têm de ser vividas, têm de ser sentidas não só para crescermos como também para lhes darmos valor.
In life there are no shortcuts... e eu sei que estou a sentir uma dor que tem de ser sentida....
Sei que não há atalhos e que temos de passar por estas coisas todas, boas e más, sei que fazem parte do me crescimento e da minha maturidade mas não posso deixar de ter saudade de ter momentos verdadeiros, sentidos e intensos de felicidade......

quinta-feira, novembro 22, 2007

Soulmate

Incompatible, it don't matter though
'cos someone's bound to hear my cry
Speak out if you do
you're not easy to find

Is it possible Mr. Loveable
is already in my life?
right in front of me
or maybe you're in disguise

Who doesn't long for someone to hold
who knows how to love you without being told
somebody tell me why I'm on my own
if there's a soulmate for everyone

Here we are again, circles never end
how do I find the perfect fitt
here's enough for everyone
but I'm still waiting in line

Who doesn't long for someone to hold
who knows how to love you without being told
somebody tell me why I'm on my own
if there's a soulmate for everyone

If there's a soulmate for everyone

Most relationships seem so transitory
They're all good but not the permanent one

Who doesn't long for someone to hold
who knows how to love you without being told
somebody tell me why I'm on my own
if there's a soulmate for everyone

Who doesn't long for someone to hold
who knows how to love you without being told
somebody tell me why I'm on my own
if there's a soulmate for everyone
If there's a soulmate for everyone

terça-feira, agosto 21, 2007

Amiga

Deixa-me ser a tua amiga, Amor,
A tua amiga só, já que não queres
Que pelo amor seja a melhor,
A mais triste de todas as mulheres.

Que só, de ti, me venha mágoa e dor
O que me importa a mim?! O que quiseres
É sempre um sonho bom! Seja o que for,
Bendito sejas tu por mo dizeres!

Beija-me as mãos, Amor, devagarinho...
Como se os dois nascessemos irmãos,
Aves cantando, ao sol, no mesmo ninho...

Beija-mas bem!... Que fantasia louca
Guardar assim, fechados, nestas mãos,
Os beijos que sonhei prá minha boca!...

(Florbela Espanca)

sexta-feira, junho 22, 2007

Carpe diem

Vai vivendo e aproveita o momento

Diverte-te
Deixa que os bons sentimentos te invadam
O resto nao interessa nada

Reduz as coisas más e chatas à insignificância delas
A vida é tao curta e tem tantos momentos down
É tao raro ter momentos up, felizes

Vive isso ao máximo!

Se caires levantas-te
E levantas-te com a certeza que viveste
Que não foste um mero espectador da vida....
(Moi)



“Fui para os bosques para viver livremente,
para sugar o tutano da vida,
para aniquilar tudo o que não era vida,
e para, quando morrer, não descobrir que não vivi.”
(Thoreau
)


“Apanha os botões de rosa enquanto podes
O tempo voa.
E esta flor que hoje sorri
Amanhã estará moribunda.”

(Walt Whitman)

quarta-feira, junho 20, 2007

Páginas da Vida....


"As páginas da vida são cheias de surpresas.
Há capítulos de alegrias, mas também de tristezas.
Há mistérios e fantasias, sofrimentos e decepções.

Por isso não rasgue paginas, nem salte capítulos, não se apresse em descobrir os mistérios, nem perca as esperanças, pois muitos são os finais felizes.

E nunca se esqueça do principal: No livro da vida, o autor é você!"

terça-feira, maio 22, 2007

Querido blog...

Há quanto tempo não escrevo nada de meu aqui.... Talvez porque não exista nada de novo ou de diferente para partilhar e porque às vezes há quem consiga explicar exactamente o que sinto tão melhor do que eu o faria...

Que posso eu contar??? Não há muitas novidades, a vida corre mais ou menos na mesma.. há dias em que a seguro com rédeas curtas e controlo o seu percurso, há outros em que me deixo ir na corrente...

Que ano difícil este! Ano?? Hum.. sem dar por isso são quase dois anos de pura adrenalina emocional!!! Remoinhos, vendavais, correntes de ar ou meras brisas, mas tudo com os seus efeitos e consequências em mim.

É tão bom ter o poder da escolha e da decisão. Como é que eu às vezes me esqueço disto?!? O fazer o que se quer, quando se quer e sentir que a vida é minha e que não devo nada a ninguém.

Mas como pode esta liberdade dar simultaneamente uma sensação de vazio? Porque é que o que temos nunca nos preenche?

Depois destas tempestades finalmente o bom tempo??? Talvez... mas pelo menos o esforço para ficar em terra e não ir na maré do sonho, do sentimento, do coração crente e perdido.

A força e a vontade para que estes "nadas" me permitam encontrar e valorizar um tudo...

sexta-feira, abril 13, 2007


terça-feira, fevereiro 06, 2007

You Give Me Something

You want to stay with me in the morning
You only hold me when I sleep,
I was meant to tread the water
Now I've gotten in too deep,
For every piece of me that wants you
Another piece backs away.

'Cause you give me something
That makes me scared, alright,
This could be nothing
But I'm willing to give it a try,
Please give me something
'Cause someday I might know my heart.

You already waited up for hours
Just to spend a little time alone with me,
And I can say I've never bought you flowers
I can't work out what the mean,
I never thought that I'd love someone,
That was someone else's dream.

'Cause you give me something
That makes me scared, alright,
This could be nothing
But I'm willing to give it a try,
Please give me something,
'Cause someday I might call you from my heart,
But it might me a second too late,
And the words I could never say
Gonna come out anyway. '

Cause you give me something
That makes me scared, alright,
This could be nothing
But I'm willing to give it a try,
Please give me something,
'Cause you give me something
That makes me scared, alright,
This could be nothing
But I'm willing to give it a try,
Please give me something '
Cause someday I might know my heart.
Know my heart, know my heart, know my heart

sábado, janeiro 06, 2007

Ano Novo.. Vida Nova????

E mais um ano chega carregado de esperanças, ilusões e crença no "desta vez é que é", todos os sonhos se vão tornar realidade e todos os objectivos serão alcançados.
Mas desta vez não fiz promessas nem tão pouco formulei desejos ao som de cada badalada.
Na passagem do ano pensei, simplesmente pensei. Pensei no que tenho e no que gostaria de ter, no que já tive e perdi e no que pensei ter mas que nunca foi meu.
Senti cada segundo dessa noite com um misto de angústia, tristeza e expectativa. Não esperança mas expectativa.
E os dias passam e à medida que o calendário avança sinto que no fundo são todos iguais. Nada mudou com a chegada do ano novo, tudo se mantém....

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Sete cores


Hoje vi um arco-íris....
Há tempos que já não via um.... já nem me lembro da última vez em que vi.
Era tão perfeitinho e espreitava entre as nuvens carregadas de chuva mas brilhava ao sol... nítido e perfeito.
Não consegui ver o que estava do outro lado. Ainda não foi desta que descobri o tesouro...
Tive pena....
No entanto ver o arco-íris deu-me esperança... fiquei contente.
É que apesar de estar a chover dentro de mim há aqui setes cores lindas e alegres à espera do dia certo para saltarem por entre as nuvens e revelarem o tesouro que há em mim....

terça-feira, dezembro 05, 2006

Aqui estou eu...

Aqui estou eu, no meu cantinho à espera que a vida se encaminhe.
Espero pela peça que falta no meu puzzle sentimental. Espero ansiosa mas sem desesperar.

Aguardo tranquilamente o desenrolar da minha história.

É como se a minha vida fosse uma fotonovela. Aprendi a ir na corrente, a deixar-me flutuar pelo enredo.
Deslizo nas entrelinhas, espreito as páginas seguintes, releio o último capítulo e aguardo curiosa pelos últimos quadradinhos....

segunda-feira, novembro 06, 2006

Não há como doer pra decidir.... (Djavan)


E o fim chegou.
Sais da minha vida tal como entraste.... sem pré avisos e sem pedir licença.
E deve ser melhor assim.... mesmo que agora tudo me pareça estranho e confuso. É com toda a certeza melhor assim, tem de ser.
Acho que nunca vou compreender nada desta história, por mais que me esforce parece que nada teve sentido.
Não consigo entender o porquê de ter me ter envolvido e deixado levar por um monte de incoerências.
Qual foi a finalidade desta experiência? Hummmm... penso e volto a pensar mas não sei e tão pouco me parece que tão depressa vá ter resposta para esta pergunta.
Há coisas que realmente não se conseguem perceber.
A sensação que mora aqui dentro é que "it wasn't because I didn't know enough, I just knew too much"..... Conheço-te bem demais e não devia pois não? Doía menos, muito menos se não te percebesse tão bem.
Enfim... tudo na vida tem um fim. E parece que o fim desta história chegou.
A minha paciência, a minha única virtude por sinal, tem um limite, é como um elástico e tu puxaste até rebentar.
Agarrei-me a sinais, a contradições e alimentei o meu sentimento por ti. Lutei, tive iniciativa atrás de iniciativa mas é uma batalha dura.
Como se pode lutar por alguém que sente mas não quer sentir? Que quer e não quer?
Esgotaste a minha paciência, derrubaste a meu espírito lutador.
Magoaste-me com a tua presunção. Mais do que uma vez falhaste como amigo mas o meu coração deixou passar impune uma e outra vez.
Até agora estava a deixar-me levar pelo sentimento depois tentei agarra-me às tuas palavras, mas como o poderia fazer se cada gesto teu é uma contradição às tuas palavras? Mas agora foste longe demais. Há valores básicos entre amigos e a boa educação e o respeito fazem parte desses valores.
Ando há meses com batalhas interiores, racionalidade para um lado, coração para o outro, confusão, lágrimas e sorrisos para no fim ganharem os valores.
Talvez tenhas razão não me conseguirias dar aquilo que eu mereço. Talvez sim, talvez não. Nunca irei saber porque não quiseste tentar.
Dói mas não mata. E com certeza depois disto ficarei mais forte apesar de agora sentir que me tiraram o chão debaixo dos pés.
Mas isto tudo é tão estranho porque ainda sinto que esta história ainda não acabou, que ainda há cenas dos próximos capítulos. Mas não pode ser verdade, porque eu desisti de vez e tu não és lutador nem persistente e não queres ser.... Deve ser a esperança a falar mais alto...
Mas tal como a paciência eu sei que a esperança também vai adormecer.
Gosto de ti mas gosto muito mais de mim. E tenho pena que tenha de ser assim.... Pode ser que o tempo cure e que a distância física te apague da minha cabeça e do meu coração.
Já não há pendentes, não há coisas por resolver nem coisas mal resolvidas mas mesmo assim não consigo evitar e fecho-me de novo em copas. Volto a aninhar-me em mim mesma. Modo carapaça aqui vou eu.... O sapódromo está, por tempo indeterminado, fechado para obras....

quinta-feira, outubro 26, 2006

Ensaio sobre a morte....


E de repente partem da nossa vida, tão ou mais depressa do que entraram. Sem permissão e sem aviso prévio desaparecem....
É tão estranho.... como é que supostamente a única coisa que é certa na nossa vida nos apanha sempre de surpresa?
Se calhar fui eu que me esqueci que não somos imortais, nada nem ninguém dura para sempre.
E de repente na minha cabeça surgem aqueles pensamentos básicos e de senso comum mas que de tão básicos que são frequentemente me esqueço deles.... "....Descobres que as pessoas com quem tu mais te importas são tiradas da tua vida muito depressa, por isso devemos sempre despedir-nos das pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos...."
E mais uma vez esqueci-me, esqueci-me do "básico" e tu fizeste anos e não te liguei. E no entretanto não te disse o quanto gosto de ti e o quanto foste importante na minha vida.
E agora? Agora... agora já não tás aqui.... E o tempo não volta atrás, não me dá a oportunidade de olhar para ti outra vez, de te abraçar e dizer: Gosto de ti....
Mas se calhar é um sinal, um aviso só para que tão depressa não me volte a esquecer dos pensamentos "básicos".
Há tantas outras pessoas de quem gosto e que não quero correr o risco das perder sem que saibam o quanto são importantes para mim.
Há outras pessoas que amo incondicionalmente e que estão na iminência de partir e eu se calhar ainda não lhes disse o quanto as amo, o quanto valem para mim e o quanto me vão fazer falta... muita muita falta!
Não vale de nada bem sei, mas desculpa...
Desculpa não ter sido mais presente, não ter pressentido o que estavas a passar e não ter estado ao teu lado nos últimos momentos.
E como as desculpas não se pedem evitam-se, vou tentar ser melhor, mais atenta, mais presente e fazer com que esta seja a última vez em que o pedido de desculpa chega tarde demais....

Para o Mr Bats muitos beijinhos da miúda inês **

segunda-feira, outubro 09, 2006

domingo, setembro 10, 2006

Sapita em modo aquário.......

Ligando o descomplicador..... Custou mas foi.....

E viva ao verão!!! Esta estação do ano maravilhosa que para além de trazer consigo o sol, a praia, as roupas curtas e os gelados santini, tem ainda um efeito terapeutico e libertador do stress, da rotina, da complicação que todos os dias criamos ou permitimos que seja criada na nossa vida.
Finalmente liguei o descomplicador, tou a viver um dia de cada vez, à espera que o tempo vá ajudando a arrumar os meus ficheirinhos. Vivendo momento a momento sem questionar, sem me obrigar a dar uma resposta pronta e lógica para tudo. As coisas demoram o seu tempo, não vale a pena apressar, mais cedo ou mais tarde tudo volta ao sítio certo.
E enquanto a vida se vai endireitando, vou vivendo as oportunidades que ela me dá.
Mas no entanto pergunto-me se o botão do descomplicador vai ficar para sempre no on ou a qualquer momento e sem aviso prévio vai voltar ao modo off?

quarta-feira, agosto 02, 2006

Mil momentos......

No outro dia resolvi ficar em casa a ver o filme Cold Mountain.
Ainda não tinha visto e sinceramente nem estava muito a par da história. Mas, para não variar, entrei em modo choradeira.
Muito choro eu em filmes, sou uma minina é o que é!!! :P
O filme tem vários momentos marcantes que me fizeram pensar em muita coisa. Pensar e sentir... daí o modo torneira ligada....
A guerra, o sentimento de se estar a lutar por algo que nem se acredita tanto assim ou que não justifica tanto sofrimento e tanta estupidez. O adeus, a separação daqueles de quem se gosta e a incerteza se os voltaremos a ver ou se é a derradeira vez. A crença, neste caso no amor, a esperança do reencontro que nos dá alento, que nos dá força para não desistir.
Tudo isto me fez passar por sentimentos distintos. Mas, como sou uma romântica incurável e uma eterna sonhadora, o momento do auge do fluxo lacrimal foi quando a Ada se vira para o Inman e lhe pergunta como é que ele pode estar apaixonado por ela, afinal eles não tiveram juntos assim tantas vezes, nem se conheceram assim tão bem.
Ele diz algo como: foram mil momentos.... não interessam se verdadeiros ou inventados. É como um saco de diamantes....
E de repente tudo fez sentido outra vez. A paixão é isso mesmo, não se explica, é algo que se sente, que vive de momentos, que encontra no sonho o seu maior aliado. A paixão alimenta-se de pequenos gestos, sorrisos, olhares, de coisas ditas e de coisas que ficaram por dizer. A paixão agarra-se às coisas reais mas também aos significados que atribuímos àquilo que a outra pessoa faz quando está ao pé de nós.
O que seria da paixão sem o sonho? Sem a imaginação?
A paixão é um saco de diamantes brutos e preciosos, uns já descobertos outros ainda por descobrir.
Mesmo que no fim, a gente se aperceba que afinal andámos aos círculos, que não vamos a lado nenhum, mesmo que achemos até que o melhor é parar, é bom estar apaixonada, é bom não perder a capacidade de sonhar.
Não é o sentimento que está errado, o "objecto" desse sentimento é que pode estar errado.
Mas depois de redescobrirmos a capacidade de nos apaixonarmos outra vez, não devemos aniquilar em nós essa redescoberta.
A vida continua e todos os dias acontecem momentos pelos quais nos devíamos apaixonar......

segunda-feira, julho 24, 2006

Chuva (Mariza - Jorge Fernando)


As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade

terça-feira, julho 11, 2006

A crise dos 29......


Amanhã faço anos...... 29! 29? Q raio de idade é esta? 29?!?
Já não tenho os redondinhos 28 e ainda não tenho 30.
Como é que se comemora os 29? Não é propriamente um marco na nossa vida, não posso fazer uma festa de arromba, afinal não são 30 anos... são só 29!
Que idade mais estúpidaaaaa!!!
Não é que tenha qualquer tipo de problema com a idade, mas tenho de admitir que 29 é uma das idades mais parvas que alguém pode ter.
Que venham os 30 sempre é uma idade que se pode comemorar à grande e afinal de contas é quando a vida começa....

domingo, julho 09, 2006

Karma


Afinal conheço-me bem melhor do que aquilo que às vezes penso...
No outro dia, uma amiga minha trouxe informações sobre os nossos karmas.
Quando li o meu nem queria acreditar, já não me bastava achar que era assim... como dizer... assim, estupidamente sentimental e dedicada aos outros... agora tenho a certeza :op
Passo a expor o meu karma.
Karma do Brucutu (seja lá o que isto for): venho das origens dos homens das cavernas (mau! não sei se estou a gostar disto...) Sou uma pessoa amorosa e prestativa, um pote de mel (mel? pote de mel? ai a minha vida, já não me bastava achar que era toda coração? não era preciso estar confirmado no karma), mas sou muito desajeitada (ora, mais uma informação que não acrescenta nada de novo, muito e muito obrigada mas já tinha dado por isso e tenho nódoas negras para provar....), não sei como passar os sentimentos (então e novidades? há? Já sei que sou uma nódoa sentimentaaaaalllllll! Mas obrigada na mesma!) Hoje sofro de amor e vivo para a familia (aha! algo com o qual não concordo, não vivo para a família, sei que me dou demasiado aos outros... confere! Mas não sei se sou assim tão dedicada à família. Bem, se interpretar família num sentido mais lato, no qual possa englobar amigos, então talvez seja verdade.... em relação ao resto ah e tal sofrer por amor... quem? eu? nuncaaaa!! :o)